Blog

Nascemos com MEDO DE ARANHA? Linguagem Corporal

Você tem medo de cobras e aranhas?

Será que nascemos com esse medo ou aprendemos socialmente a ter medo desses bichos? Entenda a relação do processo evolutivo com a Aracnofobia, nesta colocação do especialista em Linguagem Corporal, Vitor Santos do canal Metaforando.

Então vamos começar pelo MEDO, essa emoção que muitas pessoas comentam, outras acham que é possível viver sem ela e na verdade nós vamos descobrir que não, mas enfim o MEDO é uma emoção inata, inclusive fica a questão: Será que já nascemos com medo de algo ou tudo o que tememos foi aprendido socialmente?

Se você já foi num zoológico ou em uma reserva florestal e já se deparou com uma cobra ou uma aranha talvez a sua primeira reação tenha sido se afastar, se espantar e ficar com os olhos fixos naquela ameaça, naquilo que você temeu no exato momento em que se deparou com ele. Isso é comum de acontecer com a maioria das pessoas, sentir essa sensação de medo quando veem cobra, aranha, escorpião, barata, enfim.

Mas a questão é: Será que essas reações que a gente tem quando vê esses bichos são respostas naturais e inatas, ou seja, já nascemos com elas, ou será que ”aprendemos” isso vendo nossos pais reagirem assim, com esse tipo de resposta de medo, aflição, pavor e desespero? Será que tivemos um aprendizado totalmente social para reagirmos dessa forma, ou tivemos influências inatas para temer certos tipos de animais? Afinal de contas segundo pesquisadores, o MEDO seria uma das 7 emoções primárias e universais que já nasce com todo ser humano utilizada por nós como forma de sobrevivência.

Um estudo realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha e da Universidade de Uppsala, na Suécia, concluiu que o medo de aranhas pode ser hereditário e estar presente até mesmo em bebês com seis meses de idade que se quer, aprenderam ainda que esses animais podem representar algum risco. Essa pesquisa foi realizada com 48 bebês de 6 meses e os testes consistiam em mostrar uma série de imagens para os bebês e analisar as suas reações aqueles estímulos e assim, foi constatado que quando aqueles bebês tinham contato com as imagens de aranhas e serpentes suas pupilas dilatavam, o que não acontecia quando eles observavam imagens de flores e peixinhos, por exemplo.

Levando em conta que a dilatação das pupilas é uma resposta associada ao medo destacamos que essa reação está associada a atividade no adrenérgico no cérebro. O mesmo sistema que processa o estresse, esse tipo de medição nas alterações na dimensão das pupilas é feito minuciosamente através de aparelhos específicos e é utilizada em diversos estudos para determinar uma grande variedade de tipos de estresse mental e emocional em adultos. Conforme explicado no livro “Princípios de Neurociência” de Eric Kandel, quando sentimos uma emoção existem várias respostas inatas, respostas psicofisiológicas que disparam sem que tenhamos controle, e a pupila é apenas uma delas junto com as expressões faciais, alteração do fluxo cárdior respiratório dentre outros.

 

Portanto, para os pesquisadores os estudos apontam que o medo de serpentes e aranhas é inato, mesmo porque essa reação de medo observada nos bebês dificilmente teria sido devida a alguma experiência anterior com esses animais, inclusive a principal investigadora desse estudo, Stefanie Hoehl ainda afirma que as crianças possuem um mecanismo de medo especializado, que faz com que estejam preparadas para aprender rapidamente que serpentes e aranhas estão associadas a uma resposta emocional comportamental específica. Para os pesquisadores, ainda há indícios de que o cérebro humano pode ter incorporado essa reação ao longo de sua evolução e da evolução de aranhas e serpentes historicamente perigosas que conviveram com o ser humano por mais de 40 a 60 bilhões de anos.

Essa relação entre nosso processo evolutivo juntamente com as nossas emoções de ter reações emocionais ante algum estímulo para sobreviver é algo que já é comentado por inúmeros pesquisadores, inclusive Charles Darwin, foi o primeiro a falar sobre isso no livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”,  e o significado da emoção MEDO é bem objetivo. O medo está associado a preservação do nosso organismo diante da possibilidade de sofrermos algum dano, durante a emoção de medo nosso corpo libera hormônios como a adrenalina e noradrenalina que nos prepara para uma reação de luta ou fuga para poder enfrentar o perigo, com a liberação desses hormônios em maior quantidade nosso coração dispara levando mais sangue aos órgãos vitais e músculos que podem ser usados durante a reação, a nossa respiração acelera para que haja maior captação de oxigênio e conforme demonstrado nos estudos, ocorre a dilatação das pupilas para aguçar a nossa visão.

Interessante falar sobre o excesso de certos hormônios como, por exemplo, a adrenalina dificulta muito o processo cognitivo, ou seja, quando você está com medo dificilmente você consegue ter uma reação com base na lógica, uma reação elaborada e mais estruturada. Geralmente, sua reação é mais instintiva do que racional, e basicamente é isso que posso falar, certo? Portanto, como alguns estudos indicam nós temos sim respostas inatas ante a determinados estímulos, que o escritor Antônio Damásio em seu livro “O Erro de Descartes” chama de emoções e estímulos primários.

Agradeço por terem lido até aqui, um abraço e até o próximo post!

Transcrição – Equipe Metaforando

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais em:Blog