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SEJA MAU (O Mito do Monstro Interior).

Você sabe qual é sua pior versão? Seus maiores medos e inseguranças? Ter esse autoconhecimento, ter o reconhecimento da profundidade do “fundo do poço”, pode nos ajudar no futuro a desenvolvermos nossa melhor versão. Vem saber como isso é possível.

No post de hoje o Especialista em Linguagem Corporal, Vitor Santos do canal Metaforando traz uma reflexão baseada no anime: Samurai X, esse mangá que fala de Rurouni Kenshin essa série, ambientada nos primeiros anos da Era Meiji no Japão, conta a história de Kenshin Himura um pacífico espadachim que prometeu nunca mais matar.

 

 

 

Você precisa chegar no ‘fundo do poço’ se quiser vencer na vida”

“Hoje, vou falar um pouco sobre a necessidade que nós temos de entrar em contato com as nossas piores versões, chegar literalmente ao ‘fundo do poço’, isso se tivermos pretensão de ter sucesso na vida, não só na área profissional, mas principalmente na vida pessoal. Termos sucesso em lidar com a nossa mente, com o nosso medo e com as nossas inseguranças,  e para me ajudar a falar sobre esse conceito eu vou falar sobre uma estória que muitos de vocês conhecem, principalmente quem é um pouquinho mais jovem assim como eu, que é o mangá ou anime conhecido como, SAMURAI X ou Rurouni Kenshin; o andarilho Kenshin.”

Basicamente em SAMURAI X, nós temos a premissa de um samurai andarilho que porta uma espada Sakabatou, que tem a lâmina invertida, ela não corta em seu estilo tradicional e esse samurai é uma pessoa muito bondosa e prima pela paz, mas em situações de injustiça, de eminencia, de danos a ele ou a terceiros, ele acaba agindo e neutralizando as ameaças, ou seja, é uma pessoa pacífica, mas muito poderosa. E conforme a gente vai avançando na estória do desenho, descobre-se que no passado, esse samurai que hoje é muito pacífico e prima pela paz e que é uma pessoa que resolve a maioria dos conflitos com conversa tranquila, no diálogo, no passado era um dos maiores assassinos conhecido como o demônio. Nessa época, ele respondia pelo nome Battousai, o Retalhador, ou seja, diziam que ele era um monstro, um demônio, um assassino matador de homens, e se você checa a história de Samurai X de fato, o Kenshin quando era mais jovem trabalhou como assassino matando alvos específicos com o objetivo de auxiliar no período da restauração.

Acontece que ele se arrependeu da matança pois não viu grandes mudanças, grandes melhoras e acabou abandonando de vez a vida de assassino de aluguel por assim dizer, ou seja, precisou passar pelo processo de se tornar um monstro, um assassino Retalhador como o próprio nome dizia, para que no futuro ele pudesse usufruir melhor de sua personalidade, ter uma vida muito boa, muito satisfatória com as pessoas que ele conheceu e passou a gostar e se relacionando bem, vindo até mesmo se dedicar ao trabalho dele no Dojô da família Kamiya Kashin e com todo conforto e amizade que sua nova vida lhe proporcionava.

E o que podemos então interpretar isso em nossa visão?

É muito comum quando vemos sobre os mitos, as histórias e lendas antigas, principalmente aquelas que falam sobre o processo de amadurecimento da vida jovem para a vida adulta, quando é falado de amadurecimento de forma saudável, os autores falarem sobre a necessidade do personagem ou o protagonista, o herói entrar em contato com a sua pior versão e descer literalmente no “fundo do poço”, para que de lá, caso sobreviva, ele possa retornar com muito mais sabedoria.

Se pararmos para refletir, na estória do Kenshin, acontece isso,  justamente por ter sido um grande assassino, uma pessoa que de forma barata acabava com as vidas de inúmeras outras pessoas,  que hoje em dia  ele consegue valorizar a vida humana, ele não tira mais nenhuma vida, nem mesmo a do pior inimigo que ele encontra pelo caminho. E exatamente por ter passado por momentos terríveis onde vidas eram ceifadas com muita naturalidade, que ele consegue valorizar no hoje a importância dos laços familiares, é justamente por ter matado no passado qualquer pessoa que cruzava o seu caminho, que hoje Kenshin consegue verdadeiramente valorizar a amizade e a felicidade que ele sente em relacionar-se com cada novo amigo que ele faz, e é justamente por isso que ele se sente satisfeito com as coisas simples que a vida lhe proporciona como; ir até o supermercado, conversar com os amigos, brincar, darem risada juntos, fazendo com que hoje nessa nova fase de sua vida ele não se sinta tão insatisfeito, neurótico, tão ansioso com cada dia que se passa porque agora ele sabe o valorizar cada momento que ele está passando ali com aquela família que o acolheu no DoJô  Kamiya Kashin.

 

A mensagem que eu gostaria de trazer hoje é do livro “ A Conquista Psicológica do Mal” e em vários capítulos é falado sobre a necessidade de ter contato com a nossa versão mais interna, uma versão que não gostamos de mexer, e com isso o livro não quer dizer que você precisa sair por aí cometendo atrocidades e maldades, mas o que o livro diz, é que você só poderá valorizar as coisas boas de sua vida, a parte boa do seu dia  a  dia, ou valorizar até mesmo a paz se você tiver passado pela tempestade e pela tormenta, lembre-se daquela frase : “ Um bom mar , não forma um bom marinheiro”

Portanto, se hoje em dia tem algo, algum projeto ou uma iniciativa que você gostaria de tomar mas você está com medo de errar e fracassar, está com medo de acabar não sendo aquilo que você queria… tente, fracasse, pois se você fracassar e conseguir retornar do “fundo do poço”, você com certeza terá uma grande auto conquista, uma grande valorização na sua vida pessoal e provavelmente terá muito mais sucesso naquilo que você almeja.

Meu nome é Vitor Santos, essas são algumas ideias que eu acho válidas, obrigado por ler até aqui, e até o próximo post.

Abraço!

 

Transcrição – Equipe Metaforando.

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