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A Coragem de Não Agradar (REACHER).

No post de hoje faremos uma reflexão sobre a mensagem que a série “The Reacher” traz na opinião do especialista em Linguagem Corporal, Vitor Santos do canal Metaforando.

A série conta um episódio que acontece na vida de um investigador veterano da polícia militar, Jack Reacher que é falsamente acusado de assassinato e se vê no meio de uma conspiração mortal em Margrave, Geórgia.

“Uso o exemplo do próprio personagem Jack Reacher, que não abaixa a cabeça para ninguém e não se preocupa em agradar ninguém. Vamos conferir o quanto se preocupar em agradar os outros pode te prejudicar.

Com esse tema sobre você ter a coragem de não agradar pessoas, mas sim fazer aquilo que você gosta, nós vamos falar sobre o personagem da série; Jack Reacher, que basicamente fala da estória de um ex-militar, ex -forças especiais, muito “durão”  que acaba se envolvendo numa investigação em uma cidade do interior dos Estados Unidos.

O que me chamou a atenção nessa série é que um dos traços inegáveis do protagonista, é o fato dele dificilmente abaixar a cabeça pra alguém, ou seja, não deixar que mandem nele.

Você pode até estar pensando, beleza, mas esse cara é só um “rebeldezinho”  e que fica gritando aos quatro cantos que ele é F@da, (e a internet tá cheia disso, de gente que “sabe de tudo” e nem param para refletir, querem mesmo é sair falando) enfim, não é bem isso que o personagem traz, pelo contrário Jack Reacher é um cara que tem muito conhecimento, muita bagagem pregressa, seja pela vivência dos vários anos trabalhando, estudando e servindo as Forças Armadas.

O que eu consigo observar em todo o contexto dessa série é que de fato, o personagem não está preocupado em agradar ninguém, ele toma as decisões com base naquilo que ele acha justo, ético, indo até o fim por aquele ponto que ele levantou e colocou para defender. Tem uma situação até engraçada na série que ele passa e ilustra exatamente isso: ele acaba indo preso, logo no começo da série, e quando ele chega na cadeia, antes dele entrar na ala prisional ele tem que trocar de roupa, tirar toda a roupa que ele veio vestido do “lado de fora” e colocar o uniforme da penitenciária e a regra diz que até a cueca tem que ser trocada,  e nessa cena pode se observar que o carcereiro que fala isso pra ele está “um pouco” mal intencionado e ordena que ele tire a cueca e abra bem as pernas para que a inspeção intima seja feita, para ver se o preso não está escondendo algo nas partes, nesse momento Jack Reacher diz ao carcereiro que não vai fazer isso e nem se preocupa se está infringindo a lei, legislação enfim, e o policial insiste mostrando-lhe vários pontos negativos com essa atitude, mas sem sucesso, mas ele continua firme em sua decisão e também nessa hora, Jack usa de seu conhecimento e explica ao agente penitenciário que foi acusado de homicídio e a arma usada tem uma medida grande demais e que não caberia num corpo humano com essas palavras: “Portanto jamais estaria em mim, é a única coisa que me ligaria ao crime e nem algum tipo de droga você precisa procurar pois não foi esse delito que cometi e que me obrigaria a despir-me por completo, caso você me toque e insista nesta revista vai acabar com seu queixo deslocado!”

Então Jack Reacher se recusa a fazer algo que facilitaria muito a vida dele na cadeia, tanto que por causa dessa pequena insubordinação, de não agradar o policial, e como sabemos existe muito esse contexto, a gente acaba agrando alguém para poder lidar melhor com seu dia a dia, para facilitar passar por alguns problemas em nossa rotina, ele não agrada o carcereiro e acaba acontecendo algo muito complicado para ele dentro da cadeia que quase leva o personagem à morte, mas ele vai até o final com o ponto dele mesmo porque ele usa sempre do conhecimento sobre a causa, ele estudou sobre aquela situação e não está ali blefando e acreditando sempre em seu potencial vai até o fim com sua decisão.

Existe um livro muito bacana justamente focado nesse contexto, intitulado em “ A Coragem de Não Agradar” que fala sobre a psicologia Adleriana,  explicando que quando temos que tomar decisões e ter atitudes com base no que os outros vão pensar de você e acredito que todos nós temos essa tendência em fazer isso, nos preocuparmos muito com que os outros vão pensar de nós, não é? Pois é, mas quando passamos a maior parte da nossa vida tomando decisões baseadas neste pensamento, em agradar pessoas, ou se vai ser bem visto e bem avaliado pelos outros, você vai acabar em algum momento se encontrando um tanto desconfortável com situações para que os outros se sintam bem e felizes, isso só vai te prejudicar.

Nessa situação em que Jack Reacher passou, se ele deixa o carcereiro fazer a revista íntima, poderia ter saído com ferimentos ou sequelas emocionais, um constrangimento psicológico, um desconforto físico, de repente um dano maior momentaneamente para não ser mal visto como prisioneiro e não ter algumas facilidades na cadeia, mas ele decide negar e seguir com seu ponto de partida até o fim.

E qual é a questão quando tomarmos esse tipo de atitude? Teremos sim que lidar com consequências “negativas” mas teremos algo muito mais gratificante e importante muitas vezes nesse contexto todo que é a nossa auto moral,  a sensação a nossa meta consciência, ou seja, como nos sentimos em relação aquilo que estamos fazendo, pois as vezes ao tomarmos uma atitude que vai “facilitar” nosso dia a dia só para agradar uma outra pessoa, pode ser uma decisão que vai afetar nossa meta consciência, podemos até ficar com o dia ou a questão a ser resolvida mais tranquila e tal, mas quando colocarmos a cabeça no travesseiro começaremos a pensar nas atitudes podendo desencadear assim vários pensamentos negativos nos mostrando que não fomos autênticos e acabamos fazendo aquilo que os outros queriam que fosse feito, isso não agrega valores.

Portanto, quando você estiver voltando do trabalho, quando estiver no seu local de estudo, na sua rotina lembre-se sempre de fazer essa pergunta:  as decisões que estou tomando hoje estão baseadas no que eu quero? No que eu gosto? Ou estou tomando essas atitudes baseadas em agradar outros? Pensando em quem? Essa foi a mensagem que o personagem Jack Reacher quis nos passar.

E eu termino aqui com uma frase do livro que citei: “A coragem de ser feliz também inclui a coragem de ser detestado e de agir sem se preocupar em satisfazer as expectativas dos outros. Quando você adquire essa coragem, seus relacionamentos ganham uma nova leveza.” (livro: A Coragem de Não Agradar)

Vitor Santos 

Obrigado por terem lido até aqui e até próximo post.

Um abraço!

 

Transcrição – Equipe Metaforando

 

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